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DISTENSÃO DA MUSCULATURA POSTERIOR DA COXA

Por Ricardo Bassini

Sobrecarga, fraqueza muscular e movimentos bruscos podem causar lesões em suas pernas. Cuide-se e evite parar!

Sabe aquele susto em que um atleta, corredor, ou mais frequentemente, um jogador de futebol, interrompe a corrida e leva a mão à coxa? A chamada distensão posterior é a primeira suspeita no diagnóstico. Causada pela sobrecarga de atividades sem repouso adequado ou por falta de fortalecimento e alongamento muscular, o estiramento ou distensão é comum e pode acometer qualquer grupo muscular.


Situação que, no entanto, é muito mais freqüente na região posterior da coxa (músculos isquiotibiais: bíceps femoral, semitendíneo e semimembranáceo), cuja função é flexionar o joelho e estender o quadril.
Em caso de estiramento, a dor é o primeiro sinal – mais forte de acordo com o grau da lesão. O corredor precisa interromper de imediato a atividade e repousar. Não deve tentar alongar ou massagear a região, sob risco de agravar a lesão.

Clinicamente pode ocorrer edema (inchaço) e hematomas (manchas roxas), caso de lesão extensa. Um diagnóstico rápido favorece a recuperação, que nos casos mais graves (grau III) varia de três a 12 semanas, caindo para 21 dias (grau II), ou até mesmo sem interromper atividades – desde que sob tratamento e observação médica.

Em todos os casos os exercícios pliométricos (ciclo de alongamento e encurtamento da musculatura, com acelerações desacelerações) e as atividades funcionais realizadas sem dor servem de parâmetro para a alta. Não precipite o retorno, pois pode haver recorrência da distensão.

COMO ACONTECE

Na corrida, os posteriores da coxa são contraídos forte e repetidamente. Se exigidos ou alongados demais, podem estirar parcial ou totalmente. Isso ocorre porque os músculos posteriores da coxa são mais fracos que seu oponente direto, o quadríceps (antagonista). Por isso os posteriores devem possuir ao menos 60% da força contrária com a qual interagem.

CAUSAS
* Contração rápida e explosiva da coxa
*Sobrecarga de atividade ou fadiga muscular
*Forte impulso ou desprendimento do pé
*Desaceleração brusca da corrida
*Postura incorreta durante a corrida

SINTOMAS

*Forte dor, imediata e de constante intensidade
*Audição de estalidos na região do músculo
*Aquecimento e ardência imediata à lesão
*Inchaço (edema) e manchas roxas (hematomas, nos casos mais graves)
*Dor ao caminhar, estender ou flexionar o joelho após a lesão

TRATAMENTO
*Crioterapia (gelo) para diminuir a dor, a inflamação e o sangramento interno
*Medicação analgésica nos casos em que a dor é forte
*Tratamento fisioterápico para regressão do processo inflamatório, analgesia
*Fortalecimento e alongamento dos grupos musculares após medicação

PREVENÇÃO
*Aquecer e alongar as pernas, antes e depois da atividade
*Fortalecer e alongar principalmente os músculos isquiotibiais, e também os adutores, abdutores, rotadores e o quadríceps
*Trabalhar a musculatura com exercícios de flexão de joelho (Leg curl), resistência com elástico, elevação de calcanhar e agachamento
*Dobrar os cuidados com alongamentos para aumentar elasticidade dos músculos no caso de tiros

RETORNO À CORRIDA – SOMENTE QUANDO:
*Concluir programas de reabilitação com hidroterapia, termoterapia, crioterapia, dentre outros
*Correr em alta velocidade, em linha reta, sem sentir dor ou mancar
*Conseguir realizar curvas cada vez mais bruscas em alta velocidade
*Certificar equilíbrio de forças na musculatura dos membros inferiores

Revista O2, novembro 2011

   
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